Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

20 de novembro de 2017

Livros humanizam o Direito?!

Galeno Amorim

Publicado na Revista Visão Jurídica.

Podem os livros contribuir para o Direito? A resposta, vinda da boca de iminentes juristas, não deixa dúvidas: claro que sim! Pra responder, ainda nem olhavam para os livros como essa fonte inesgotável do conhecimento e algo elementar para a cidadania e o desenvolvimento pessoal e da carreira dos profissionais da área.

Por ora, referiam-se tão somente à própria literatura.
— Poder colocar-se no lugar do outro é uma das grandes contribuições que a Literatura pode dar ao Direito – arrisca o jurista gaúcho Germano Schwartz.

Professor de Direito e Literatura na Escola Superior de Magistratura do Rio Grande do Sul, ele diz que, só com isso, a Literatura já humaniza o direito. E ajuda a demonstrar que o Direito não se desvincula nunca da realidade social que o circunda.

Certo de que sensibilidade é algo escasso entre os operadores jurídicos modernos, acha que só a Literatura pode recuperar a humanidade do Direito, esquecida entre pilhas de processos, metas e fóruns lotados.

Já o desembargador Ney José de Freitas, presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), vai além. Ao mesmo tempo em que sensibiliza e humaniza, ela ainda faz com que o juiz perceba a dimensão do outro:

— A Literatura faz com que o juiz saia do mundo formal – observa. 

— Não se pode fugir da realidade processual. Mas dá para humanizá-la...

* Galeno Amorim é jornalista, escritor e diretor do Observatório do Livro e Leitura. Criou o Plano Nacional do Livro e Leitura, no Governo Lula, e é considerado um dos maiores especialistas do tema Livro e Leitura na América Latina.
www.blogdogaleno.com.br
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