Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

21 de abril de 2018

Por uma língua portuguesa sem erros

Olavo Nogueira Dell Isola

O Tempo - 17/06/2011

O esforço para que todos escrevam e falem com perfeição é permanente e continua após a escola. É importante para a vida profissional do cidadão em qualquer área. Expressões ou conceitos como "norma culta" e "adequada" ou "inadequada" são criações que apenas atenuam os erros e desvalorizam a arte de escrever e falar corretamente.

A professora Heloísa Ramos teve a coragem de escrever um livro, "Por uma Vida Melhor", em que, propositalmente, inclui erros grosseiros, tais como "nós pega o  peixe" e "posso falar os livro?". Claro que pode, mas, dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico.

Segundo "O Globo", um auxiliar do ministro Fernando Haddad, da Educação, que pediu para não ser identificado, afirmou: "O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo". Com todos esses erros, o livro foi distribuído pelo MEC a 485 mil estudantes.

A opinião geral é que a leitura de livros de bons autores enriquece os  conhecimentos do leitor e o leva a escrever corretamente. Um livro com graves erros de gramática, certamente, leva o leitor a manter ou mesmo a agravar seus desvios na escrita.

O MEC se omitiu gravemente ao distribuir o livro sem uma prévia e cuidadosa análise. Para corrigir, com urgência, tão grave falha, é necessário que o MEC providencie o imediato recolhimento de todos esses livros distribuídos. É oportuno também que a Academia Brasileira de Letras se manifeste a respeito. 

Mais Colunistas

Todas as notícias sobre "Colunistas"

Receba por e-mail


Cadastre-se!

Livrômetro

Relógio da leitura no Brasil

237.600.000

Livros lidos em 110 dias de 2018 no país