Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

20 de novembro de 2017

Crescimento restrito para novos autores

Diário de Cuiabá - 04/04/13

Autores e especialistas acreditam que, apesar do crescimento do mercado da literatura infantil, ainda há poucas oportunidades para novos autores, que enfrentam a competição de games e da internet.

Consagrado no mercado editorial com diversos títulos para crianças, o escritor José Roberto Torero acredita que, apesar de o mercado ter crescido, a falta de incentivo à leitura pelas famílias impede uma expansão maior da produção nacional. Ele confirma que o mercado editorial acaba orientado para as compras governamentais e o marketing da literatura infantojuvenil estrangeira.

“Principalmente no Brasil, [a oferta de literatura para jovens] a partir dos 12 anos de idade, já não é tão farta. Por isso o Harry Potter [livro da escritora britância J. K. Rowling] faz tanto sucesso”. Torero diz que se produz pouco para essa faixa de idade, no mundo todo e aqui, um pouco menos. Segundo ele, mesmo títulos conhecidos, como Pedro Bandeira, não atraem esse público.

Somente neste ano, o governo federal investirá mais de R$ 1 bilhão em livros didáticos, um aporte significativo. Para atender essa demanda, as editoras são levadas a publicar os livros clássicos, sendo boa parte deles, estrangeiros ou de autores conhecidos, confirma a organizadora da Flipinha, a versão infantil da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), Gabriela Gibrail.

“O governo tem comprado bons livros, a demanda por esses títulos ainda é muito grande. É ainda um começo, é como ir ao supermercado: as marcas conhecidas levam vantagem”, disse. Apesar desse quadro, Gabriela, que também é professora de literatura, acha que a cada ano mais escritores e ilustradores infantis“com excelentes trabalhos”entram no mercado.

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