Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

16 de outubro de 2018

Jovem poeta carioca já escreveu mais de 300 textos

Folha da Manhã/Campos dos Goytacazes

Após conseguir o primeiro lugar no concurso de poesia promovido pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), o carioca — radicado em Campos há bons anos — Ronaldo Henrique Barbosa Júnior, de 17 anos, dá continuidade à produção poética, mas não descuida de outras áreas, como o teatro, por exemplo. O texto “Jeca Poeta”, que precisou ser cortado (cinco estrofes) para participar do concurso, tem lhe proporcionado comentários elogiosos de professores e até mesmo de outros poetas.

Tímido, sem muita vontade de falar sobre si, procura logo, diante das perguntas do repórter, se colocar numa posição meramente informativa, limitando-se ao essencial. O encontro foi na loja (centro da cidade) dos pais no intervalo de uma agenda tomada por cursos pela manhã (ensino médio) e à noite (mecânica), além de aulas de Mandarim — após três anos de estudo do idioma da China, já consegue escrever alguns ideogramas. “Eu quero sempre aprender mais”, assegura em tom bastante enfático. Desde os 15 anos escreve poesia, mas mantém também um blog (RHBJHistoria.blogspot.com) com conteúdo sobre acontecimentos históricos. “Uma coisa não invalida a outra. Pelo contrário, se somam”, adverte.

Amplitude

Após ter vencido o concurso de poesia no âmbito do campus Campos-Guarus do IFF, também obteve o primeiro lugar entre os alunos intercampi, já aí abrangendo as áreas: local, Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana e Cabo Frio. O evento foi organizado pela equipe de Língua Portuguesa, Grêmio Estudantil Antônio Roberto Fernandes e Espaço Musical IFF e teve a participação de mais de 300 poesias inscritas pelos alunos em nível regional. “Ganhar o primeiro lugar foi importante, mas não é o essencial. O fundamental é produzir cada vez mais com qualidade”, pondera.

Para Ronaldo Júnior, que no ano passado fez uma incursão pelo teatro, o importante é “exercer a criatividade”. O que chama atenção nele é a preocupação com os estudos e a produção de novos textos, poéticos ou não. “O meu negócio é escrever. Mesmo nas horas de lazer, procuro estar lendo um livro para ampliar meus conhecimentos”, revela. Enquanto a maioria dos jovens de sua idade tem preocupações diversas como futebol, games, música eletrônica e afins, ele se mantém no tradicional, dedicando atenção aos compositores Chico Buarque de Hollanda e Tom Jobim e poetas como Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade.

Ao descrever a figura do Jeca Poeta ressalta que “Só o julgavam taciturno/Aqueles que não entendiam/A filosofia por ele criada/Com a passagem de cada dia: “e, ao final, é bastante incisivo: “A natureza era a poesia,/Seu tempo era a reflexão,/A fachada era a nostalgia/E a mente era toda paixão”. Ronaldo Júnior encerra a conversa observando que o fundamental para viver e “estar sempre pensando, avaliando e sobretudo produzindo”. Como se vê, o jovem não está na vida a passeio: “os compromissos são fundamentais”.

Como “Jeca Poeta” concorreu sem cinco estrofes — exigência da coordenação do concurso do IFF — torna-se necessária a publicação na íntegra para conhecimento dos leitores. “Eles disseram que não perdeu sentidou não participo desta opinião, mas de qualquer maneira ao final fui reconhecido,” observa Ronaldo Júnior.

Alguns dos poemas podem ser lidos no site do autor: http://rhbj10.wix.com/rhbj.

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