Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

23 de junho de 2017

Grupo cria 'Estante Itinerante' e estimula leitura em Bom Despacho

Anna Lúcia Silva - G1 - 09/04/2017

Obras de grandes autores brasileiros, estrangeiros e poesias fazem parte do projeto "Estante Itinerante", que foi criado para estimular a leitura na periferia de Bom Despacho. A terceira edição do projeto foi realizado neste domingo (9/4), em uma região conhecida como Campo, no Bairro São Vicente.
A iniciativa, idealizada por integrantes do Coletivo Campo da Consciência, consiste na criação de uma biblioteca móvel que circula por várias regiões da cidade, dando oportunidade aos moradores de escolherem livros, que estão disponíveis para doação, leituras no local e empréstimos.
"A ideia inicial era de que os livros fossem emprestados, mas depois sentimos que deveríamos fazer doação mesmo, para que as pessoas dessem o destino desejado ao livro", disse um dos idealizadores do projeto, Eder Deivid.
O projeto já está na terceira edição e, desde que começou, mais de 500 novos livros foram doados e circulam entre os amantes da leitura. A ação ocorre desde janeiro deste ano, por
A estante itinerante estará na Praça Rotariano, na Região do Campo, no Bairro São Vicente, das 10h às 12h. Esta edição contará com a presença do escritor Alexandre Cesário que fará contação de histórias e haverá ainda apresentação de mímicos, um grupo independente de estudantes de uma escola pública.iniciativa do Coletivo criado em 2015.

Coletivo Campo da Consciência
O Coletivo Campo da Consciência, popularmente conhecido como C4, foi criado por um grupo de moradores que sentiam falta de um núcleo que promovesse ações culturais na periferia de Bom Despacho.
“Sentimos a necessidade de expor artistas, cantores, grafiteiros, enfim, artistas variados. Porém, não tínhamos um movimento unificado e, por isso, debatemos e chegamos à conclusão de que precisávamos de um Coletivo. Foi criado então este núcleo independente, para ações diversas”, explicou Eder Deivid.
A intenção é que o núcleo seja aberto e não hierarquizado, por isso, não há um número fechado de integrantes. “Qualquer pessoa que tenha algo a ofertar para a sociedade pode participar. Essas ações são mesmo para atingir a sociedade. Às vezes sentimos que as pessoas querem se mobilizar e sentem falta de uma entidade representativa. De fato, agregamos pessoas que tinham certa vontade de contribuir para uma movimentação cultural, social, econômica na região do Campo”, disse.

Doações
O grupo aguarda agora doações de novos livros para continuar com o projeto durante todo o ano. “Arrecadamos e distribuímos mais de 500 obras nestas três edições e nossa intenção é receber ainda mais obras para disponibilizarmos na estante itinerante", contou.

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