Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

25 de setembro de 2017

Flip apresenta programação e comenta corte no orçamento

Talita Facchini - Publishnews - 30/05/2017

Em uma coletiva para a imprensa na manhã desta terça-feira (30), a Flip apresentou a grade de programação da sua edição de 2017 e a lista completa de autores que participarão do evento marcado para acontecer entre 26 e 30 de julho.
Depois de ter sido criticada pela falta de autores negros em sua última edição, a Festa deste ano decidiu se redimir e a participação de autores negros chegará a 30%. “Esperamos que o aumento de autoras e autores negros no programa seja um ponto de virada e que a Flip possa influenciar não apenas outras programações literárias no país, mas o próprio mercado editorial, ajudando a torná-lo mais diverso”, afirmou a curadora Joselia Aguiar. Além disso, pela primeira fez, a participação de autoras mulheres será maior que a dos homens.
Dentre as novidades deste ano, pela primeira vez a Flip apresentará uma série de intervenções poéticas intitulada Fruto Estranho, em que, individualmente e durante 15 minutos, seis autores irão se apresentar antes de seis mesas ao longo do programa.
A Praça da Matriz também irá receber a Tenda da Biblioteca, espaço de congregação de crianças, adultos e autores da Flip. A tenda será também ponto de partida para o Cortejo Literário, no qual os autores caminharão com o público por Paraty, numa experiência que une literatura e o território. Além disso, o Território Flip / Flipinha reunirá uma programação com temas que não passam necessariamente pela literatura.
Sobre o orçamento, assunto bastante comentado nos últimos dias, Mauro Munhoz, diretor da Casa Azul, organizadora do evento, expressou sua preocupação. “Nós estamos desde 2014 num exercício de austeridade extremamente forte, porque temos que ser mais criativos, de fato, o orçamento da Flip vem caindo desde 2014, uma média de R$ 1 milhão por ano, isso é muito forte.” Em números absolutos, a festa tinha em 2016, um orçamento de R$ 6.8 milhões, este ano, no entanto, a verba caiu para R$ 5.7 milhões.
Ainda assim, a festa vem se mantendo através dos anos sem diminuir sua programação principal. “Mesmo com toda essa crise, a programação principal da Flip foi preservada, o evento trouxe uma oportunidade da gente expandir a experiência estritamente literária e artística, mas sem perder de vista o território onde essa experiência acontece. Esse milhão que foi sendo subtraído é uma pena justamente pelo legado e as ações de permanência que é o objetivo principal da Flip”, completou Munhoz.

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