Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

15 de dezembro de 2017

A cada Bienal, autores-sensação arrastam número maior de fãs

O Globo - 31/08/2017

RIO – Em 2015, cerca de dois mil adolescentes se acotovelavam ansiosos em frente ao Palco Maracanã do Riocentro à espera da youtuber, atriz e, é claro, escritora Kéfera Buchmann, de 24 anos, que lançava seu primeiro livro, “Muito mais que 5inco minutos”, na 17ª Bienal. Ela, que volta nesta edição para lançar “Querido dane-se” (Paralela), sua primeira ficção, subiu ao palco visivelmente emocionada.

— Cheguei chorando mesmo! Estava com a câmera na mão, porque ia fazer um vídeo para o meu canal, e não acreditava naquela imagem, no que estava acontecendo… Por ser um evento literário, não necessariamente do meu ramo, não imaginei que fosse ter tanta gente. Me tremi inteira. Ficamos até umas 22h, acabaram as senhas… Mas continuei autografando livro, tirando fotos. Eu me lembro de abraçar as pessoas, muito agradecida por elas terem ido lá — conta.

A cada edição do evento, alguns autores ficam marcados por arrastar números cada vez maiores de fãs. Além da youtuber, neste ano quem tem potencial de ser sensação é a atriz e cantora paranaense Larissa Manoela, de 16 anos, que autografa “O mundo de Larissa Manoela” (Harpercollins), seu segundo livro. Isso porque, segundo ela, seu maior numero de fãs está no Rio de Janeiro.

— Lancei meu livro num shopping do Rio, e quatro mil pessoas apareceram para pegar senha. Algumas madrugaram para guardar lugar. Fiquei bastante surpresa, porque vemos gente acampando para shows, mas para livro é algo novo. Fiquei muito feliz, mas é uma doideira!

Nas últimas edições, a Bienal vem se adaptando para dar conta da explosão de celebridades.

— Em 2013, com o fenômeno Nicholas Sparks (autor de best-sellers como “Diário de uma paixão” e “O melhor de mim”), vimos que a relação do público com os autores estava mudando. Além de comprar livros, as pessoas querem fazer parte da experiência, viver a Bienal, conhecer seus autores preferidos, pegar autógrafos e estar perto. Sentimos necessidade de mudar a infraestrutura também. Hoje há equipe para cuidar dessas estrelas e espaços para receber os visitantes. Em 2015 foram criados o Palco Maracanã e a Praça Copacabana, com uma cabine de autógrafos. Neste ano são três cabines — explica Tatiana Zaccaro, diretora do núcleo de cultura da Fagga/GL Events Exhibitions, empresa que organiza a Bienal junto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Tatiana também selecionou cinco autores que devem dar o que falar nesta edição (leia abaixo).

GARANTA SEU LUGAR

PAULA HAWKINS. Autora do best-seller “A garota no trem”, a britânica vai falar, no dia 2, sobre a adaptação para o cinema de seu novo livro, “Em águas sombrias”.

LARISSA MANOELA. Ela conversa com Thalita Rebouças, cujo livro “Fala sério, mãe!” foi adaptado para o cinema com Larissa no elenco, no dia 5. Em seguida Larissa dará autógrafos.

KÉFERA. A youtuber escreve desde os 13 anos, quando fazia ‘fanfics’ na época da série “High school musical”. Ela fala e faz sessão de autógrafos no dia 7.

LEANDRO KARNAL. Professor e filósofo, ele tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e participa de mesa sobre pós-verdade, no último sábado do evento, dia 9.

CARL HART. Primeiro neurocientista negro a se tornar titular da Universidade de Columbia, em Nova York, ele discute a descriminalização das drogas, também no dia 9.

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