Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

18 de dezembro de 2017

Geladeiras viram bibliotecas públicas para compartilhar leitura de livros em Macapá

Rita Torrinha - G1 - 28/09/2017

Uma campanha intitulada “Doe Livros, Compartilhe Leitura!” pede doação de títulos de literatura infanto-juvenil, adulto e revistas em quadrinhos. O acervo vai ser usado no projeto “Geladeiroteca”, que transformam geladeiras sem uso em bibliotecas. Elas serão colocadas em áreas de lixeiras viciadas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), praças e outros espaços inusitados de Macapá.

O lançamento da campanha será em outubro, mas ainda não foi informada a data. As geladeiras serão preenchidas com livros e ficarão à disposição das pessoas, que podem escolher, ler e, se quiserem, até levar para casa. A iniciativa é da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), que quer incentivar o hábito da leitura, ampliar o acesso aos livros e ajudar o meio ambiente.

Para conseguir fornecer o maior número possível de livros para a população, é preciso reunir um acervo grande. Por isso, mesmo antes do lançamento oficial, os interessados em apoiar a campanha podem levar doações ao prédio da fundação, localizada na Rua Eliezer Levy, com a Avenida Mendonça Furtado.

O uso de geladeiras como bibliotecas não é inédito no Brasil. Já existe em cidades como Goiânia, Florianópolis e Cuiabá, e nesses lugares o projeto virou referência.

Em Macapá, o projeto iniciará com 50 “geladeirotecas”. Elas foram confeccionadas após serem encontrados em lixeiras públicas ou doadas por pessoas que pretendiam descartá-las, como conta o diretor-presidente da Fumcult, Sérgio Lemos.

“Provavelmente o destino dessas geladeiras seria o ferro velho ou simplesmente iam continuar sendo mais um volume nas problemáticas lixeiras. Mais de 20 delas nós encontramos no lixo, durante ações de limpeza da prefeitura. As demais recebemos de pessoas conhecidas que iriam jogá-las fora”, conta.

Ainda de acordo com o titular da pasta, a instalação dessas geladeiras funcionará de forma rotativa, para que alcance maior público.

A intenção é que as pessoas se deparem com elas e se surpreendam, tenham curiosidade de pegar livros, de lê-los e de ajudar a cuidar do espaço onde estará a biblioteca inusitada. A previsão é que elas comecem a circular pela cidade em dezembro.

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